segunda-feira, 25 de maio de 2009

Tudo errado





Não gosto de política. Assim como diz o presidente, “me da ânsia”! Mas acho que tá na hora de escrever alguma coisa a respeito...

Vossa Excelência, a coisa tá feia! Algo precisa ser feito, uma mudança drástica, algo grande mesmo, uma revolução. Falta moral, ética, valores, bom senso, coragem, hombridade. Falta honestidade. Sobra ganância, interesses pessoais, safadezas...

Só para ser breve e sem voltar muito no tempo. De dois meses pra cá: um deputado aparece com um belo castelo, no valor de 25 milhões de reais, nunca declarados. Além disso, sua verba indenizatória, no valor de R$ 15 mil, vem sido usada, ou pelo menos é o que está no papel, para sua segurança, em uma empresa onde ele mesmo é o dono. O cara deve ser importante pra caramba, porque 15 mil só de segurança, acho que nem a Madonna.

Abre-se uma sindicância e, antes mesmo da decisão final, um outro anuncia que o primeiro será absolvido e que “está se lixando para a opininão pública”. Muito legal!!

Sai o outro, entra um terceiro. Agora vai. Não vai! “Decoro parlamentar depende do ponto de vista” é o discurso da vez. Mesmo com todas as suas próprias declarações se voltando contra ele mesmo (o dono do castelo), nada pode é feito. Por quê? Porque todos eles têm o rabo preso. Todos usam os benefícios de maneira irregular e, “se gritar pega ladrão, não sobre um, meu irmão”.

É, Vossa Excelência, a coisa tá muito feia mesmo!

E todos esses três citados acima, além do resto, quando vão ao plenário, são julgados por voto secreto. E o cara ainda precisa gastar R$ 15 mil de segurança. Imagina se os votos fossem abertos?

Resultado final: dos 108 deputados denunciados por alguma razão, 17 tiveram pedidos de cassação e apenas quatro perderam realmente seus mandatos. Ou a turma que pede para algum colega ir a julgamento está ficando maluca, ou na hora do vamo ver, tudo termina em pizza. Eu fico com a segundaª opção.

Vossa Excelência, tá tudo errado! Fica difícil gostar de política desse jeito. Eu que não vou falar que sou representado por esses pangarés. Vossa Excelência está doido?!?!

Aí, a gente sai da Câmara e o tempo fecha ainda mais. O crime agora é outro e o que era roubo, se transforma em homicídio. Pesadíssimo! Mas um quarto deputado entra agora nessa história. Esse nunca roubou, mas dirige mal pra caramba! Tem 150 pontos perdidos na carteira, mais de 30 multas e acabou de tomar quatro garrafas de vinho sozinho. Já é ruim no volante, imagina doidão... Final da festa: dois jovens mortos, um de 20 e outro de 26 anos, por um deputado que, dirigindo embriagado e em alta velocidade, destruiu a vida desses garotos, que provavelmente não votaram no infeliz.

Mas não tem problema, o cara tem foro privilegiado, não vai a juri popular, terá os melhores advogados, jatinho particular emprestado para fugir e um monte de amiguinho influente, que viraram políticos, não fazem nada de útil para a sociedade e apenas aproveitam todas as regalias. Dificilmente vai pagar pelo que fez. Meus sentimentos às famílias das vítimas

Quando digo que a grande maioria dos políticos já escolhe a profissão com o intuito de roubar, muita gente me olha de lado e diz que não é bem assim, mas os fatos apenas comprovam que é assim, sim. E coitada de uma minoria que ainda tenta alguma coisa e acaba denunciada por apoiar a marcha pacífica da galera do posto 9, do Michael Phelps, do Giba...

Agora, se alguém vier dizer que quem escolhe os governantes somos nós mesmo, vai me colocar numasituação delicada e vou ser obrigado a concordar e, repetir meus dizeres iniciais: “Não gosto de política. (...) Vossa Excelência, a coisa tá feia! Algo precisa ser feito, uma mudança drástica, algo grande mesmo, uma revolução”.

VOSSA EXCELÊNCIA É O ESCAMBAU!!!

domingo, 24 de maio de 2009

Grosseiro!



Detalhe para o "barco" do Kelly...

Qualquer semelhança com HTs é mera coincidência.



Quem quiser a versão original desse (Geto Boys) procura no youtube...


Esses dois clipes em cima são de uma época em que o RAP fazia algum sentido. Um tempo em que a turma dos guetos norte-americanos contavam um pouco de suas vidas e cotidiano, em forma de ritmo e poesia, e conseguiam alguma voz perante a sociedade. Hoje em dia, é só cordão de ouro, mulheres gostosas e carros importados. Não tem mensagem nenhuma.

Soulja boy?? Que nada... Era tempo de Scarface, Ice Cube, 2Pac, Big...

Tudo bem que os caras arrumavam muitos problemas, mas a situação deles também era complicada.

O Hip Hop morreu?

sábado, 23 de maio de 2009



Bobby Martinez foi bi em Teahupoo... As condições não estavam nem de perto como as da foto, mas essa ai me impressionou bastante, então resolvi colocar pra jogo! Vai encarar?

sábado, 4 de abril de 2009

Não deixe o mar te engolir (ou deixe?)

Uma das grandes vantagens de estar sempre correndo atrás das ondas, é poder usar essa desuclpa para dar uma escapada das obrigações e encontrar uma daquelas viagens inesquecíveis, onde as contas são pagas pelo número de tubos ou pelas ondas incríveis que voltam na bagagem. Só para exemplificar, normalmente a galera que vai pra Indonésia volta fazendo uma conta mais ou menos assim: a passagem custou U$D 2500 e eu tirei uns 15 tubos daqueles; ou seja, cada tubo me custou aproximadamente 160 doletas. Está valendo! 

Ano passado o que teve de gente fazendo as malas e embarcando para o outro lado do mundo, mais precisamente para a Indonésia ou redondezas, aproveitando a força da nossa moeda e o momento positivo da economia brasileira, não foi brincadeira (inclusive eu, que também tive essa sorte). Mas agora os tempos são outros e nosso querido real já não vale mais tanto quanto antes, a crise chegou com tudo e viajar se tornou um sonho distante. Será? Eu não penso assim.

É claro que meus planos de 2008 de conhecer as Maldivas não poderão se concretizar em 2009, mas, nem por isso eu vou ficar em casa. O que não faltam são opções e ondas de nível internacional dentro do nosso continente e dentro de um orçamento razoável. É só usar a imaginação e procurar em sites especializados, ou até mesmo no fenômeno Google Earth, programinha incrível, onde um pouco de conhecimento de ondulações e outros pequenos detalhes, nos permitem saber se é possível surfar nos mais remotos cantos do planeta.

Peru é de longe o melhor lugar para pegar altas e gastar pouco. Tanto no sul, quanto no norte, quase todas as praias são favoráveis ao surfe, apesar do país não ser lá essas coisas e a água estar mais próxima do gelo do que de qualquer outra coisa (principalmente lá embaixo). Hospedagem e alimentação são quase de graça e a passagem aérea também é baratinha.

Ainda tem Chile, Equador e ainda, a nova onda, que é a selva da Colômbia, onde as coisas também funcionam legal… menos as FARC, mas isso ai dá para evitar. E pra quem tem um pouco mais de grana, a América Central oferece outras opções até melhores que pelo Sul.

Normalmente, a maioria dos destinos oferecem opções em conta para se comer e dormir e o que pega é entrar no avião. Mas para isso existe o sistema de milhagem. Que maravilha! O que seria de mim e muitos outros sem essa oportunidade? Tudo bem que você vai parando em todos os aeroportos que existem pelo caminho, mas para quem ainda é jovem e “durango”, só de chegar aonde se quer, subir em cima de uma prancha e abrir aquele sorriso bobo depois de um tubo, paga todos os perrengues.

Há ainda mais uma saída: explorar a costa brasileira que, mesmo com muita gente dizendo ser horrível para a prática de nosso esporte, conta com milhares de praias, ondas bem divertidas e, um ponto positivo, é muito constante. Na Bahia, o fundo é quase igual ao da Indonésia, com bancadas de coral espalhadas de norte a sul. São Paulo e Santa Catarina disputam o posto de melhores estados do país. No Espírito Santo é só procurar pelos fundos de pedra que existem na região. E pra quem gosta de marola, visite o Nordeste!!

Eu tenho para mim que pelo menos uma vez por ano quero viajar, seja como for e, espero continuar seguindo essa filosofia. Enfim, a idéia é não ficar parado e continuar indo atrás das ondas, conhecendo culturas e pessoas diferentes e aproveitando o lado mais divertido do surfe. Seja usando milhas, quebrando o cofrinho, trabalhando ou, pra quem ainda pode, pedindo uma ajudinha à família...

Parafraseando nosso querido presidente: A crise é apenas uma marolinha, não deixe ela te afogar!

 

 

terça-feira, 17 de março de 2009

O lúdico


O que dizer de Jamie O´brien, David Rastovich, Clay Marzo, Ry Craike e uma infinidade de outros surfistas que optaram pelo free surfe como filosofia de vida e sobrevivem muito bem dessa maneira? Será que esses caras surfam melhor que a turma do World Tour, que vive em função de competições e, muitas vezes, esquece o lado bom de estar em cima de uma prancha com os amigos ao redor e depois poder tomar aquela cerveja, sem grandes preocupações com o depois?

Uma coisa é certa: as melhores performances acontecem sem a pressão de ter que ganhar uma bateria ou se classificar para a próxima fase de um campeonato. Isso ninguém discute. Outra coisa que não entra em questão é a importância do free surfe para as competições. Um não existe sem o outro (aqui, obviamente, temos que considerar as sessões livres como forma de treinamento).

O crescimento do número de surfistas que deixam de lado o Circuito Mundial deixa no ar algumas dúvidas: o que é melhor - aparecer em capas de revistas no topo do pódio, com a prancha cheia de adesivos ou dentro de um tubo cavernoso, em um momento único, indescritível; pegar um final de tarde clássico no quintal da sua casa, mesmo que com um crowd chato ou surfar as melhores ondas do mundo com apenas 1 ou 2 ao seu lado, mas com a obrigação de ter que vencer e não poder arriscar tudo?

“Eu, definitivamente, fico muito desapontado e puto comigo quando eu perco”.

As palavras de Andy Irons fazem coro na maioria dos Top-45 e sua saída do Tour, junto com seu irmão, provam que as competições realmente desgastam. É preciso ter a cabeça no lugar para aguentar o ritmo das viagens, cobranças, solidão, desapego e todos os outros ônus de estar entre os melhores do mundo no chamado Tour dos Sonhos. 

A verdade é que, exceto por Kelly Slater, ninguém mostra nada de diferente em uma bateria. Nenhum dos outros 44 caras, considerados os melhores do mundo, entra na água com uma prancha diferente. Nenhum deles arrisca manobras diferentes. É so triquilha, 6'1 x 18 x ½ – com algumas pequenas variações – batidas, rasgadas, cutbacks e, graças a um ou outro, um aéreo no final da onda.

Por que isso? Porque não se pode arriscar quando é preciso vencer, quando o cara que paga as suas contas te obriga a subir no pódio, a estar sempre entre os grandes...

É por essas e outras que tem muita gente chutando o balde e voltando às origens. Não tem nada melhor do que poder cair no mar ao lado de 2 ou 3 camaradas, arriscar tudo o que você sabe, ou não sabe. E se cair... caiu! Volta para o outside e espera a próxima série para tentar de novo.

Que o diga a turma citada lá em cima. É por essas e outras que eles conseguem espaço na mídia. Não porque vencem um campeonato de julgamento subjetivo, onde você tem apenas 30 minutos, ou menos, para mostrar tudo o que sabe. Mas porque eles elevam os limites do surfe. Sempre!

Sejamos justos. Realmente não dá para dizer quem é melhor que quem se não for em uma competição, com algum critério de julgamento, mas nem sempre as condições são iguais para todos e isso acaba prejudicando um ou outro. Só quando existe uma disputa é que é possível mensurar um melhor e um pior, mas nem sempre a justiça é feita. Está para nascer um formato de competição capaz de colocar igualdade de condições.

A solução para esse embate? Não sei...

Por enquanto, o melhor a se fazer é continuar aproveitando a benção de Netuno e surfar sem pensar no depois. Se o mar tiver grande, tira a “gun” do armário e coragem! Se estiver pequeno, deixe a sua imaginação te levar e troque uma idéia com seu shaper, que ele te ajuda com as opções. Quem sabe você não esbarra com um Ry Craike ou um Bruce Irons e tenta se inspirar no surfe dele, que, com certeza, vai encher muito mais os seus olhos do que na maioria das baterias de um campeonato pelo mundo.

Parabéns Mineirinho:

 http://www.youtube.com/watch?v=1Yxu63Zj0xc  - Trajetória até o vice na Gold